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O Valor da Dor

Nos últimos dias eu tenho visto uma grande quantidade de pessoas buscando suas vitórias, suas conquistas, querendo milagres, bençãos, procurando sua satisfação pessoal. 

Dinheiro, um carro bom, uma casa confortável, dinheiro, um emprego que goste, um amor verdadeiro, uma família feliz e mais um pouco de dinheiro. Sem contar em todos os objetos que serão comprados com todo esse dinheiro para ser "feliz".
Viagens e festas. Diversão. Bem estar. Sorrisos. Sorrisos.

Ninguém quer as dores, nem o sofrimento.

Mas

" Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.
Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.
O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria." (Eclesiastes 7. 2-4)
Enquanto estou escrevendo isso aqui a AvivaFé está ligada e transmitindo uma pregação do Pr. Melqui e ele diz: "um bom lápis tem que estar afiado, mas para isso ele passa por um processo doloroso".

(Da mesma forma o ouro precisa do fogo para ser refinado, outros metais precisam de fogo e pancadas até se tornarem bons para o uso, a terra é machucada durante o arado, o diamante é lapidado etc, etc)
E é verdade! 

Será que é tão difícil assim entender que a maior realização para o ser humano é ser digno de sofrer pelo Senhor Jesus? "Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele" (Filipenses 1.29)
É rejeitar todo o conforto, todas as acomodações, as riquezas e sua companhia e viver em função dEle. "Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. " 2 Coríntios 5.14

Viver dEle. Por Ele. Para Ele.

Sofrer, se necessário for, para que o Evangelho de Jesus Cristo chegue as grandes nações, aos pequenos corações. E saber que através disso nós amadurecemos e Ele é glorificado. Dar boas-vindas às lágrimas, pois elas estão lavando a alma. Em algumas ocasiões eu as considero como o meu eu indo embora para que o Senhor cresça mais e mais.

Busque o Deus que opera milagres, que abençoa, que acolhe, que consola não pelos Seus milagres, pelas Suas bençãos, por Seu acolhimento, pelo Seu consolo, porém por Ele ser quem Ele é! 

E Ele é Deus. "Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."  (Isaías 9.6) O Rei dos reis, Senhor dos senhores, Soberano, Arquiteto do Universo, Criador, Salvador e, o que eu mais gosto, Papai.

Você quer se realizar? Morra para o mundo e deixe Jesus Cristo, o Messias, viver em você!



(Se o texto ficou sem sentido, me perdoem. Devido ao tempo que passei sem escrever aqui tem muita coisa acumulada e está complicado organizar. Mas espero ter conseguido transmitir o que se passa no momento. Que Deus abençoe!)


Por Lorrane Firmino

Mas por que sofremos?


O SENHOR prova o justo; (Sl 11:5)

Ninguém gosta de sofrer (eu acho), é ruim. Mas sempre que estamos em prova murmuramos e nos perguntamos o porquê daquilo estar acontecendo. Entenda por que sofremos.

Simplesmente porque Deus é bom — não, não estou louca. Primeiro me responda: Com que propósito Jeová criou o homem? Para a criatura adorar o Criador. Agora reflita: Em que momento da vida nos voltamos para Deus? Quando as coisas estão ruins! Se a vida fosse só flores, a humanidade teria perdido o sentido de existência, concorda?

Também, sem sofrimento, seríamos um poço de arrogância! Não nos importaríamos com o próximo, não precisaríamos de amigos, muito menos de Deus; seríamos auto-suficientes.

A gente ia viver em pecado. Sem as consequências, pra quê limitações?

Paulo mesmo disse: Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. (II Co 12:10)

E o que seria da vida sem os paradoxos? Como a gente ia ser feliz se não existisse tristeza? É como o calor, que só existe porque tem o frio; o escuro e o claro; o doce e o salgado. Tá entendendo?

Deus é mais Pai do que pensamos. Se nós desobedecemos nossos pais sempre tem uma consequência, não é? Um castigo, uma surra, uma advertência... E pra quê? Pra que aprendamos o caminho certo! Deus é bom, amado(a)! Ele tem o plano da sua vida todinha consigo. E Ele não te esquece, seu nome está escrito na palma de Sua mão. Ainda que uma mãe se esqueça do filho que ainda mama, todavia o Senhor não se esquecerá de ti! (Is 49:15).

O bom de cair é saber que existe um Deus Todo-Poderoso pra me levantar... E de graça! E com graça! E com amor!

Uma coisa eu te digo: Por mais dura que a minha provação seja, com Deus há um consolo, uma certeza de que tudo dará certo, que tudo vai passar, que a vitória está por perto, que dias melhores virão!

Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão. (Sl 37:24)

Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o mais Ele fará. (Sl 37:5)

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou (Rm 8:37)


Por Thaísa Farias.

Onde está Deus quando as coisas vão mal?

O texto abaixo, que eu achei belíssimo e que trata da existência do sofrimento e da justiça de Deus, foi citado no livro "Onde está Deus quando as coisas vão mal?", escrito por John Blanchard e publicado pela Editora Fiel. O autor deste texto não é identificado pelo autor, que menciona apenas que ele foi publicado em 1960. (A propósito, recomendo a leitura desse livreto, que tem apenas 40 páginas).

No final dos tempos, bilhões de pessoas se apresentaram diante do trono de Deus. Muitas retrocederam ante a luz que resplandecia diante delas. Mas alguns grupos que estavam na frente conversavam veementemente, não com temor servil, e sim com agressividade: "Deus pode nos julgar?"

"Como Ele pode saber algo a respeito de sofrimento?", questionou uma moça ousada. Ela puxou com rapidez a manga de sua veste para mostrar o número tatuado de um campo de concentração nazista. "Suportamos terror... espancamento... tortura... morte!"

Em outro grupo, um homem curvou o seu pescoço, dizendo: "O que vocês acham disto?", ele perguntou, mostrando uma horrível marca de corda. "Linchado por ser negro e não por cometer algum crime!"

Em outra multidão, uma estudante grávida, com olhos taciturnos, murmurou: "Por que eu tive de sofrer? Não foi minha culpa".

Espalhados ante o trono, havia milhares de grupos como esses. Cada pessoa tinha uma queixa contra Deus, por causa do mal e sofrimento que Ele havia permitido neste mundo. Quão feliz estava Deus em viver no céu, onde tudo era doçura e luz, onde não havia lágrima, nem medo, nem fome, nem ódio! O que Deus sabia a respeito de tudo que os homens tinham sido obrigados a suportar neste mundo? "Deus leva uma vida muito tranqüila", eles diziam.

Cada grupo apresentou o seu líder, escolhido por haver sofrido mais do que os outros do grupo. Um judeu, um negro, alguém de Hiroshima, uma pessoa que fora horrivelmente afligida por artrite e uma criança teratogênica. No centro da aglomeração, eles conversaram entre si.

Por fim, estavam prontos para apresentar o seu caso e o fizeram com muita perspicácia. Antes de se qualificar para ser o juiz deles, Deus tinha de suportar o que eles haviam suportado. Haviam chegado ao veredicto de que Deus fosse condenado a viver na terra - como homem! Deveria nascer como judeu; a legitimidade de seu nascimento teria de ser questionada. Ele deveria realizar uma obra tão difícil, que sua família pensaria estar louco, quando tentasse realizar essa obra. Ele deveria ser traído por seus amigos íntimos; enfrentar falsas acusações, ser julgado por um júri preconceituoso e condenado por um juiz medroso. Deveria ser torturado e, por fim, entender o que significa ser terrivelmente abandonado e deixado solitário. Depois, Ele deveria morrer em agonia, de tal modo que não haveria dúvidas quanto à sua morte. E grande número de testemunhas deveriam comprová-la.

Enquanto cada líder anunciava a parte de sua sentença, um intenso murmúrio de aprovação saía dos lábios das pessoas ali reunidas. Quando o último líder terminou de proferir a sentença, houve um silêncio prolongado. Ninguém proferiu nenhuma palavra. Ninguém se mexeu, pois todos sabiam que Deus já havia cumprido a sua sentença.




A Hugo Otávio, meus agradecimentos por esse e outros tantos e-mails. Tenho aprendido e crescido muito.
Por Lorrane Firmino